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sábado, 15 de março de 2008

MORTE NA ESCOLA



À MEMÓRIA DE JOÃO RUI BARATA ANICETO





Chamava-se João e tinha um sorriso fantástico.

Era o filho de sonho para qualquer pai e mãe.

Era o estudante que todos os professores sonham ter, pela inteligência e pelo primor das suas atitudes e comportamentos.

Era o melhor amigo de Todos.

Um apaixonado pela música.

Um jovem bem formado, educado e reflexo dos valores irrepreensíveis transmitidos pelos pais.

Estava na última aula de educação física do período, alegre e divertido, como sempre o conheci e disse à professora: “Estou mal disposto Professora”E caiu.

O que se seguiu eleva ao expoente máximo a luta contra o desespero.

Eleva ao mais alto sentimento de impotência o darmos tudo de nós e sentimos que a vida se esvai aos poucos a cada minuto que passa.

Passam-se 30 minutos e o socorro não chega e o desespero aumenta.

Tentamos em vão a reanimação cardíaca, sempre, sempre sem parar até à exaustão,

A escola pára.

O desespero e angústia cresce e cresce.

E a vida perece.

Chamava-se João.

Partiu ontem e com ele leva a dor das centenas de colegas e professores;

Uma escola que chora esta morte.

O Montijo está de luto.Mergulhado na dor.

Numa mágoa sem igual.

Com a revolta de jamais compreendermos a razão pela qual o INEM demorou 30 minutos (TRINTA MINUTOS!!!!!!) para accionar o socorro quando o CODU (centro operacional de doentes urgentes) sabia que estava um jovem de 14 anos em paragem cardiorrespiratória…

E pior!Hoje vem o INEM a público reconhecer a demora porque ontem, dia 13 de Março, receberam muitas chamadas…

E assim se foi uma Vida!!!

Chamava-se João e partiu.

Estás nos nossos corações meu querido.

Descansa em paz meu Anjo.

(Montijo, 14 de Março de 2008)