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domingo, 4 de novembro de 2007

LUZ


Foto de José Pinto powered by Google


Este Texto é dedicado a Todos aqueles que lutam contra a doença, agarrando-se a Tudo o que suscite Força, Esperança e Fé.

É UM HINO À ESPERANÇA

Nunca desistam!
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Quem (con)vive directa ou indirectamente com a “Doença” passa por experiências efectivamente inolvidáveis.

Da minha experiência pessoal, são várias as fases porque passamos até encararmos com uma realidade terrível, angustiante, que nos desnuda e nos enche de incerteza e terror.

Primeiro, é a “fase-do-algo-não-está-bem”: o mau estar permanente e generalizado, a fraqueza, a perda de apetite e de peso, as “doenças banais” que não passam (como as constipações), as dores de cabeça persistentes, as noites perdidas...

Embora saibamos que algo não está bem, até temos medo só de pensar que algo de “tão errado” possa acontecer-nos...

Depois vem a “fase-do-é-impossível-adiar-mais”: munidos de vontade própria ou instigados pelos que nos estão próximos, pela evidência dos sintomas, “damos” a investigar a causa do nosso mal...

Análises clínicas, radiografias, TAC, ressonâncias magnéticas, biópsias, endoscopias, exames e mais exames...

E por fim o diagnóstico, esse monstro que nos aterroriza...

Trememos, choramos, desesperamos quando ouvimos as palavras:

“Cancro”, “HIV+”, “Leucemia”, “Linfoma”, “Hepatite” e outras afins…

Quer sejamos vítimas ou familiares o sofrimento é similar, pois mergulhamos num mar negro, rumamos a um caminho que julgamos sem retorno, viajamos por um espaço sideral de uma tristeza que desconhecíamos e que jamais quereríamos conhecer...
Depois do fim (do que julgávamos ser o fim) e bem ténue e singela surge a LUZ, a que nos vai erguer da lama e com ela a “fase-da-coragem”: quando já nada temos, depositamos tudo o que resta, nos “Anjos de bata branca”, nos fármacos milagrosos, nas radio e quimioterapias...

Entre tubos e máquinas e transfusões de sangue, e mais-análises, e exames, surge a ideia de que afinal Hoje, talvez ainda vivamos o suficiente para contemplar uma-vez-mais a Lua e quem sabe amanhã o Sol irrompa pela janela da nossa vida e nos acorde e nos aqueça do gélido medo que nos assola a cada segundo...

De acordar sem dores e ter coragem para encarar mais essa bênção, mais um dia!
A NOSSA SAÚDE É O BEM MAIS PRECIOSO QUE TEMOS POIS NÃO SE VENDE NEM SE PODE COMPRAR SEJA A QUE PREÇO FOR!!!

Conviver com uma “doença má” ou incurável, é dos maiores desafios que podemos enfrentar ao longo da Vida...

É uma tragédia, uma tempestade, um tremor de terra interior mas não tem que significar o fim!
A aprendizagem de “Viver-um-Dia-de-cada-vez” é difícil e resume-se a valorizar tudo, especialmente as coisas que outrora considerávamos banais.

Inconscientemente tornamo-nos pessoas mais sensíveis, capazes de compreender e tolerar melhor o sofrimento e as privações dos outros...

APRENDEMOS A DAR A MÃO À ESPERANÇA E A PARTILHAR O NOSSO CORAÇÃO COM A FÉ...

Um comentário:

Maria João disse...

Este texto é profundamente tocante, não só pela realidade transcrita, mas também pela esperança que transborda.