Viajo para dentro de mim aqui sentado
Por recordações torpes de outros tempos
Distantes memórias de sonhos inacabados
Eras longínquas para lá do céu estrelado
Parto pela escuridão contigo ao meu lado
Entre o frio da noite e o terno calor da "paixão"
Numa busca do que só de mim foi renegado
Avançamos ao som da sempre mesma canção
Sigo pelos trilhos do incerto os teus passos
Envolto em maresia que me encobre do medo
Tenebroso nevoeiro de meu só triste degredo
Suave exílio da certeza vã de teus abraços
Divago na fantasia composta em terraços
Sob o luar descrente da lua nunca ausente
Na escuridão que encobre os meus fracassos
Esse futuro fingido de um passado...
sempre presente
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Sonhos inacabados
Enviado por
António de Almeida
às
22:09
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